Obras do trajeto do BRT em Cuiabá iniciam apenas em outubro
O secretário adjunto de obras especiais da Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra), Isaac Nascimento Filho, afirmou durante audiência na Assembleia Legislativa que as obras das pistas do percurso do Bus Rapid Transit (BRT), em Cuiabá, vai começar somente em outubro. No entanto, já está em andamento a construção do Centro de Comando, na região do Porto, o que permitirá que o modal possa funcionar em Várzea Grande independentemente da conclusão das obras na capital.
"A gente transferiu o CCO para a estação do Porto e já começamos a construir lá. Com o Centro de Controle, mesmo que Cuiabá não esteja apta, Várzea Grande já começa a funcionar", disse, em resposta ao questionamento da vereadora Gisa Barros (União Brasil).
A preocupação sobre o funcionamento do BRT na cidade industrial foi levantada pela vereadora Gisa Barros (União), durante audiência que debateu o trajeto em Várzea Grande e o cronograma das obras que causará transtornos aos empresários. Isto porque, na capital, a implantação, prevista para iniciar em agosto, enfrenta problemas burocráticos com o projeto executivo e também a resistência política do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB).
Conforme a Sinfra, em Cuiabá o percurso do BRT também passou por mudanças, e deverá incluir a Av. Getúlio Vargas, subindo até a Praça 8 de abril e fazendo o retorno pela Av. Isaac Póvoas, com o objetivo de garantir à população mais facilidade de acesso à região central.
Conforme a explicação do secretário-adjunto, é justamente a conclusão do CCO que vai permitir que o BRT funcione em Várzea Grande, onde as obras na Avenida da FEB têm 36% de avanço na Avenida da FEB, com previsão de que a concretagem das pistas seja finalizada em outubro.
Na cidade industrial, a rota do corredor de ônibus deve passar pela Couto Magalhães, o que é alvo de protesto dos comerciantes, preocupados com os impactos que as obras devem causar. As intervenções no trânsito devem começar a partir do dia 4 de setembro e os empresários temem que se estendam até o fim do ano, prejudicando as vendas do período.
Durante uma audiência na Assembleia Legislativa, contudo, Isaac afirmou que a previsão é terminar o trecho até 30 de novembro e tentou tranquilizar os comerciantes explicando que as intervenções vão ocorrer em etapas, por partes, afetando, por vez, de 200 em 200 metros.