Justiça mantém presos seis acusados de esquema em Cuiabá
Uma organização criminosa acusada de vender consórcios falsos de imóveis e veículos em Cuiabá, teve um pedido de revogação de prisão negado pela justiça. A decisão é do Juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá.
Ambos foram alvos na Operação Fake Promisses, deflagrada pela Delegacia Especializada em Estelionato e Outas Fraudes da Capital.
Continuam presos Wesley Jesus Fernandes da Costa, Letícia Micaeli Moraes Silva Campos, Rhaniel Ramos de Castro, Gabriel Figueiredo de Souza, Marcelo Roberto Alves da Silva e Bruno Henrique Queiroz. Ambos estão encarcerados desde janeiro deste ano após o cumprimento de mandados na operação.
Para o Juiz, os criminosos que fizeram pelo menos 16 vítimas, estavam ligados diretamente com os vendedores dos negócios fraudulentos, criados para cometer os crimes. E que a prisão de ambos se faz necessária para a manutenção da ordem pública.
Para o magistrado a organização criminosa cometeu diversos crimes de estelionatos contra mais de 16 vítimas. E que a organização montou um complexo esquema, com diversos membros com divisão de tarefas bem delineadas.
Destacou também que durante a operação foram constatadas diversas empresas, e muitas deles fictícias, com o intuito de auxiliar na empreitada para cometer os crimes.
De acordo com o Ministério Público (MP), o grupo fazia divulgação nas redes sociais, onde divulgavam carros, casas, motos, e com isso realizavam contratos falsos de financiamentos e consórcios, onde diziam que já se tratava de consórcios já contemplados, e se apresentavam como representantes da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil para com isso ganhar a confiança das pessoas. No entanto após o primeiro pagamento realizados pelas vítimas, a organização criminosa já não os atendia mais em ligações telefônicas, e muito menos os recebiam nos seus respectivos escritórios nas empresas de fachada.
Vez ou outra alguns dos integrantes atendiam as ligações para continuar enganando as suas vítimas e com isso prolongar as suas falcatruas. Durante o tempo que se passava, as vítimas foram entendendo que caíram em um golpe. Principalmente quando eram informadas de que apenas haviam contratado uma aquisição da quota dos consórcios, e que para resgatar seus bens eram necessários que continuassem a pagar novas parcelas. O que caracterizou crime.
Na operação foram presas 13 pessoas, e outros 12 mandados de buscas foram realizados em salas comerciais em grandes edifícios comerciais na capital.