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08/01/2024 | 11:15

Justiça libera para ex-deputada provas de ação que investiga “mensalinho”

A Justiça acolheu um pedido da ex-deputada estadual Luciane Bezerra para que ela tenha acesso aos documentos sigilos da ação civil pública que responde por suposto recebimento de propina na gestão do ex-governador Silval Barbosa. A decisão do juiz Bruno D’Oliveira Marques, da Vara Especializada em Ações Coletivas, foi publicado no Diário de Justiça.

A ex-deputada foi gravada pelo ex-chefe de gabinete de Silval, Silvio Corrêa Araújo, recebendo uma suposta propina em 2013. O caso ganhou repercussão nacional e expôs vários deputados estaduais.

No pedido, Luciane afirmou que a falta de acesso caracteriza uma “violação aos princípios do devido processo legal e da ampla defesa”.

O Ministério Público Estadual (MPE), autor da ação contra a ex-deputada, se manifestou contra o pedido, alegando a necessidade de “assegurar acesso irrestrito aos documentos gravados com sigilo”.

Na decisão, o magistrado entendeu que a ex-parlamentar tem razão e  ainda deu novo prazo para que ela apresente sua defesa na ação. “Compulsando os autos, verifico que o pedido comporta acolhimento. Isso porque, ao tempo da contestação a parte requerida não teve a oportunidade de manifestar e impugnar todos os documentos trazidos pela parte autora junto com a inicial, uma vez que alguns foram inseridos pelo autor em caráter sigiloso, de modo que foi impedido o exercício pleno da ampla defesa e contraditório”, escreveu o juiz.

Além da ex-deputada, de Silval e Silvio, também respondem a ação os ex-secretários Valdísio Viriato, Maurício Guimarães e Pedro Nadaf. O MPE pede que eles sejam condenados ao ressarcimento atualizado de R$ 1 milhão.
 
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