Investigação contra vereador é colocada em 'banho-maria'
Possível abertura de uma Comissão Processante contra o vereador Paulo Henrique (MDB) deve permanecer em “banho-maria” na Câmara Municipal de Cuiabá, pelo menos por enquanto. A justificativa do grupo de investigação é de que o processo, com 5 mil páginas, continua sob análise.
Paulo Henrique, que é candidato à reeleição, foi alvo da Operação Ragnatela, acusado de ter recebido benefícios financeiros do grupo para facilitar a liberação de licenças aos eventos realizados para o Comando Vermelho. O parlamentar nega as acusações.
Em junho, mesmo mês que as investigações foram deflagradas, vereadores da bancada de oposição apresentaram um requerimento solicitando que o “colega” fosse investigado pelo Parlamento Municipal. A Procuradoria-Geral da Casa de Leis chegou a se manifestar pelo arquivamento do requerimento alegando que “não há nada dentro dos autos que materialize uma denúncia formal” contra o emedebista.
Contudo, a Comissão de Ética solicitou cópia do inquérito para decidir se segue com o processo. Nesta terça-feira (13), o presidente do colegiado, vereador Rodrigo Arruda e Sá (Cidadania), disse que o grupo tem 45 dias para analisar o inquérito movido contra Henrique. Contudo, não descarta que todo o processo só seja finalizado após o processo eleitoral.
“Foi dado o prazo de 45 dias para que a gente faça um estudo. São 5 mil páginas, estamos fazendo um estudo minucioso juntamente com nossa equipe de advogados para entendermos melhor o processo e saber se houve uma transgressão jurídica compatível ao Código de Ética desta casa. Mesmo que não de tempo, o mandato vai até dezembro. Se ele for cassado, a reeleição fica suspensa”, disse.