Vereador denunciou indústria da multa em Cuiabá e se une à luta contra excesso de radares
O vereador Eduardo Magalhães (Republicanos) vem se posicionando firmemente contra o que chama de "indústria da multa" em Cuiabá.
Para ele, os radares instalados nas avenidas da capital, que deveriam ser instrumentos para aumentar a segurança e reduzir acidentes, se transformaram em uma ferramenta de arrecadação injusta e desproporcional, penalizando motoristas de forma excessiva.
Segundo Magalhães, as mudanças abruptas nos limites de velocidade em determinadas vias tornam praticamente impossível transitar pela cidade sem ser multado. "Hoje é quase impossível andar em Cuiabá e não levar uma multa. Você começa a andar em uma rua com limite de 60 km/h, no meio da via cai para 50, e no final já está em 40. Como um motorista pode acompanhar tantas mudanças em um curto trecho? É uma armadilha", afirmou o vereador em uma de suas falas mais contundentes na Câmara.
Magalhães denuncia que esses radares não têm cumprido seu papel original de educação e segurança no trânsito, mas sim de alimentar os cofres da prefeitura. "A indústria da multa serve para cobrir o rombo da administração municipal", declarou o parlamentar, ressaltando que a situação é injusta para os cidadãos e que os motoristas estão sendo explorados financeiramente por um sistema falho.
A luta contra os radares também ganhou força com o candidato a prefeito de Cuiabá, Eduardo Botelho, que se declarou contrário à atual forma de utilização desses equipamentos de fiscalização. Botelho afirmou que, se for eleito, vai reduzir significativamente o número de radares na cidade e que manterá esses dispositivos apenas onde for realmente necessário. Para ele, alguns radares em Cuiabá são "pegadinhas" para os motoristas, com mudanças repentinas de velocidade que geram multas automáticas.
Atualmente, a capital conta com 51 pontos de fiscalização eletrônica, e os motoristas que ultrapassam o limite de velocidade são multados com valores que variam de R$ 130,16 (infração média) a R$ 880,41 (infração gravíssima). Esses valores são expressivos e, segundo Magalhães, pesam no bolso dos motoristas, além de gerar uma sensação de injustiça.
Luta de Eduardo Magalhães
A batalha contra o uso excessivo de radares é uma bandeira antiga de Eduardo Magalhães. Desde que começou a denunciar a "indústria da multa", o vereador tem se destacado como uma voz ativa na defesa dos direitos dos motoristas cuiabanos. Sua atuação aponta para a necessidade de revisar a política de fiscalização de trânsito na capital, focando na educação e na segurança, e não na penalização constante.
"Não sou contra os radares, sou contra o abuso e a forma como eles estão sendo usados para gerar receita. É preciso haver uma política de trânsito mais transparente, que vise educar os motoristas e garantir a segurança, e não criar armadilhas para arrecadar com multas", enfatizou Magalhães.
O futuro do trânsito em Cuiabá com Eduardo Magalhães e Eduardo Botelho alinhados nessa questão, o futuro do trânsito em Cuiabá pode ser marcado por mudanças importantes. Caso reeleito, Magalhães promete continuar lutando pela redução de radares e pela implementação de um sistema de fiscalização mais justo e eficiente. "Os cuiabanos merecem respeito e um trânsito seguro, sem pegadinhas. A indústria da multa precisa acabar", concluiu o vereador, reafirmando seu compromisso com a transparência e a justiça no trânsito da capital.