Novato critica proibição de armas: “Endeusamento de bandido”
O vereador eleito Rafael Ranalli (PL) classificou como “endeusamento de bandido” o decreto sancionado pelo presidente Lula (PT) que limita o uso das armas de fogo durante abordagens policiais.
O Ministério da Justiça e Segurança pública é autor do decreto, que foi publicado na terça-feira (24). Conforme o texto, é ilegítimo o uso das armas de fogo contra pessoas desarmadas ou que não representem risco de lesão e morte para policiais ou terceiros. Além disso, veículos que desrespeitarem bloqueios policiais também não poderão ser alvejados – exceto se representarem perigo.
Ranalli avaliou que a medida promove um “mau conceito” sobre os policiais e os deixa vulneráveis aos ataques de criminosos.
“É mais uma forma de endeusar bandido. Não tem como obriga-lo a andar desarmado, mas pode estar desarmado o policial que tem o dever de cumprir a legalidade e prender? Quando vem do ‘governo do amor', parece que somos obrigados a atender, senão somos vilões”, considerou.
“Não vejo necessidade [do decreto], é para fomentar o mau conceito do policial. A arma de fogo é usada desde o primórdio da polícia. As facções andam armadas com armamento pesado e tem ‘alvo’ nos policiais. Se você persegue o cara, em que momento saberá se ele está armado? Como saber que tem ‘potencial não ofensivo’, se o policial não o abordou e revistou?”, questionou.
O texto estabelece o cumprimento do decreto como critério de avaliação do Governo Federal ao destinar recursos para a segurança pública dos Estados. Dessa forma, unidades federativas podem perder repasses se não cumprirem a medida.
Para o vereador, essa é uma estratégia do presidente para “atender pautas progressistas". Ele acrescentou que o uso das armas de fogo torna as abordagens mais seguras tanto para os policiais quanto aos suspeitos.
“O governo está obrigando os Estados e condicionando o recebimento de verbas a atender pautas progressistas como o desarmamento da polícia. Quando o policial aborda armado, prevê a própria segurança e a do suspeito, que não reagirá. Se der briga, alguém sairá machucado”, completou.
“Fala para o policial subir o morro do Rio de Janeiro ou entrar em um bairro dominando pelo Comando Vermelho. As vezes, o meliante está com uma faca. Vai furar o policial?”, questionou.