Obra da trincheira do Santa Rosa ‘entra no 3º mandato’ e só deve ser concluída na gestão de Mendes
As intermináveis obras da trincheira do Santa Rosa receberam mais um aditivo neste mês. A Secretaria de Estado de Cidades (Secid) publicou o extrato de aditivo de prazo do projeto, que agora tem como data limite o fim de abril de 2019. Com isto, a obra que começou na gestão de Silval Barbosa só deve ser concluída na de Mauro Mendes (DEM). Ao todo, o custo é de R$ 23,53 milhões.
O extrato do quinto aditivo foi publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) no dia 09 deste mês e depois corrigido no dia 12.O objeto do contrato é a “contratação de empresa (Concremax Concreto Engenharia e Saneamento LTDA) para realizar a execução de serviços provenientes do saldo a executar dos projetos do lote III da concorrência edital nº 007/2011/Secopa e execução de obras complementares do projeto de sinalização e acessibilidade da trincheira santa rosa e entorno”. Com o aditivo de prazo, que será de 180 dias, a nova data limite será 24 de abril de 2019. Sendo assim, a obra que deveria ter sido entregue ainda na gestão do ex-governador Silval Barbosa, antes da Copa do Mundo de 2014, que teve Cuiabá como uma das sedes, não terminará no mandato de Pedro Taques (PSDB) e ficará para ser entregue por Mauro Mendes (DEM). Vale lembrar que a obra estava paralisada e foi retomada pelo governador Pedro Taques. A maioria dos erros foram corrigidos, mas ainda faltam detalhes para a entrega definitiva. Uma cerimônia foi realizada neste ano para apresentar o projeto ‘praticamente finalizado’ para a população. A trincheira em questão possui 520 metros de extensão, entre a rotatória do Centro de Eventos do Pantanal até a proximidade da Procuradoria Fiscal do município. Pelo local trafegam entre 13 e 15 mil veículos em horário de pico. O valor total da obra hoje, com aditivos, é de R$ 23,53 milhões. Os trabalhos para conclusão da obra iniciaram em outubro. Trincheira A obra da trincheira do Santa Rosa, na avenida Miguel Sutil, em Cuiabá, teve início em março de 2012 e deveria ter sido entregue em março de 2014, dois meses antes do início da Copa do Mundo. O projeto foi idealizado para o Mundial. O contrato inicial ficou a cargo da construtora Ster Engenharia, que esteve à frente do empreendimento de março de 2012 a fevereiro de 2013 e executou apenas R$ 4,84 milhões em obra. Após esse intervalo, as obras foram retomadas em abril de 2013. A empresa Camargo Campos assumiu o contrato e permaneceu como responsável até agosto 2016, quando entrou em falência e acabou retirada da obra.