Mario Gobbi diz aceitar concorrer à presidência do Corinthians
Ex-presidente do Corinthians, Mario Gobbi disse nesta segunda-feira ter aceitado concorrer à presidência novamente no fim desde ano. O delegado, que ocupou o cargo máximo do clube de 2012 a 2015, surge para ser o nome da oposição e, segundo ele, fazer uma gestão "técnica" e não política.
O anúncio de Gobbi foi feito durante live no Facebook do Movimento Corinthians Grande, ao lado do advogado Felipe Ezabella e do ex-presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello. Embora não tenha oficializado a campanha, deu indícios do que pretende lançar.
– O Corinthians não comporta mais gestão política. Precisa de gestão técnica. Tenho experiência da gestão passada. Tive problemas com diretores. Perdi tempo apaziguando diretores. Se dou o cargo para três líderes de três grupos diferentes, no dia seguinte da posse, vai ficar insuportável controlar os três. O Corinthians não aguenta mais isso. Está numa hemorragia política. Aceito voltar. Não pertenço a grupo político nenhum. Venho para apaziguar. Quero fazer uma gestão financeira. Dar credibilidade para o clube. Sem política – disse Gobbi, que salientou que vai escolher os profissionais com quem quer trabalhar.
– Corinthians precisa voltar a ser protagonista e não para os próximos anos, para sempre. Daqui a três anos, deixo o clube para que os outros toquem e não tirem mais da linha do trem. Só isso. Escolha de diretores será minha, pessoal. Do perfil que eu entendo que seja imprescindível.
Visto como alguém capaz de unir os diferentes grupos da oposição do Corinthians, Gobbi confirmou o que já estava acontecendo nos bastidores há algum tempo: inúmeros pedidos para que assumisse a liderança do movimento contrário ao da situação.
– Faz alguns meses que me pedem para voltar. Eu consultei duas pessoas que achava que poderiam ser presidentes, ambas não podem. Então, me pediram para eu ser. Além do pedido de sócios e conselheiros. Eu falei: vamos ouvir pessoas e montar uma equipe técnica que nos dê segurança da viabilidade de uma gestão profissional nas áreas técnicas. Contratar profissionais, ouvi-los antes, fazer uma seleção, que nos digam saídas para a solução do Corinthians. E estamos fazendo isso desde janeiro – completou Gobbi.
– Membros dos demais grupos oposicionistas também acenaram que eu deveria sair. Nos reunimos com todos eles. Qual é meu raciocínio? Eu fui um presidente vitorioso, ganhei os títulos que o Corinthians não tinha. Sou homem realizado no clube.
No encerramento da live, Ezabella ainda completou com: "É Gobbi ou nada".
O grupo "Renovação e Transparência", da situação, ainda não definiu quem será o seu representante. O diretor de futebol Duílio Monteiro Alves é o favorito. Porém, os maus resultados do Timão na Libertadores e no Paulistão e a divisão política do clube comprometem as chances de vitória do atual diretor de futebol. Gobbi disse não fazer parte do grupo desde 2013.
– Não é que eu fui do grupo Renovação, eu não sou pouca coisa, eu idealizei e fundei o grupo Renovação. Eu também fiz os princípios desse grupo e também fui líder. Existem várias formas de se afastar politicamente de um grupo, mas tem que saber de sair de um grupo que você fundou e criou. Não pertenço a esse grupo desde 2013, só não dou reportagem e fico alastrando o nome do clube. As alamedas do Parque São Jorge estão cansadas de saber que não pertenço ao grupo de renovação. Nas últimas duas eleições, nem votar eu fui. Não pertenço a grupo político nenhum. Lá no Corinthians, se você soltar uma cordinha... Se vocês soubessem o que vem de gente. Estou quieto e fazendo um trabalho em prol do clube. Sou um homem livre – encerrou.