Caio Dias
A profissão é uma ótima oportunidade para quem deseja se encontrar no mercado de trabalho. Mas, para isso é preciso disciplina, qualificação e bom relacionamento.
O corretor de imóveis é uma peça fundamental no mercado imobiliário. Afinal, é ele quem media a maior parte das transações de compra, venda ou aluguel de imóveis. De fato, há muitas vantagens em atuar no ramo, como por exemplo: o bom retorno financeiro por meio dos honorários de corretagem, a flexibilidade de horários e a dinamicidade da rotina. "O corretor de imóveis bem preparado sempre foi e continuará a ser indispensável em qualquer transação imobiliária.
Por isso vamos conversar com o vice-presidente do Creci, Claudecir Contrera, sobre esses e outros assuntos relacionado a profissão.
Quantos corretores de imóveis temos em Mato Grosso hoje?
“Hoje temos 11.400 afiliados, sendo delas 8.300 inscrições ativas, e empresas imobiliárias em torno de 1.600”. Comentou Claudecir.
Essa profissão está crescendo hoje?
“Essa é uma profissão que sempre cresce, a passos largos porque hoje, Mato Grosso vem se destacando muito na questão imobiliária pelo potencial produtivo, então as pessoas encontram nos investimentos imobiliários a forma mais inteligente, e segura de aplicar os recursos oriundos dessa grande produtividade que o estado tem”. Comentou Claudecir.
Quais áreas o corretor de imóveis pode atuar?
“Nós atuamos na venda, locação, administração dos imóveis, pericia e avaliações também. Isso envolve uma gama de produtos, fazendas, casas, apartamentos e tudo isso está à disposição do corretor de imóveis, para que ele consiga faturar e prestar um bom serviço”. Declarou Claudecir.
O associativismo dos corretores, já vinha acontecendo antes da pandemia ou foi uma ação por conta da pandemia?
“A nossa classe conversa muito, dialoga muito com todo o estado de Mato Grosso, por telefone, WhatsApp e eu tenho escutado muito dos colegas, não temos ainda uma união no sentido de sempre ser pro ativo. Por questões comerciais as vezes os amigos não se aproximam muito, nós entendemos que na pandemia, que devemos nos unir mais e se preocupará cada vez mais, com o bem estar das pessoas que mais precisam. Então o associativismo que já é muito antigo no mundo e muito moderno e eficiente, foi o caminho que escolhemos para seguir e juntar toda a classe e faze-la entender, que juntos somos mais fortes. Um exemplo que eu sempre dou é de Curitiba, onde 12 imobiliárias lá resolveram fazer uma associação, e hoje elas detém 35% do comércio local e essa é a prova que o associativismo não da certo apenas para agropecuaristas, pessoal da Aprosoja, Unimed, Unicred, Sicoob, Sicredi que já se tornaram bancos. Mas também dá certo para classe imobiliária, onde destaco que só perdemos em PIB para o agronegócio, somos o segundo na escala em volume de negócios”. Declarou Claudecir.
Como funcionará o associativismo no setor imobiliário?
“Nós seguimos o exemplo de Brasília, onde lá tem a associação nacional de corretores de imóveis e tem 12 anos de existência, e lá nunca foi cobrado um só cobrado de anuidade e mensalidade, então o corretor pode ficar tranquilo que nós também seguiremos esse caminho. O nosso entendimento é o institucional, de valorização da classe, buscas por aperfeiçoamento técnico onde precisaremos preparar o profissional de forma melhor, as escolas as vezes tentam mas o curso de corretor é rápido, técnico e apesar ter gestão imobiliária, infelizmente a maioria opta pelo técnico e não dá tempo para ele se tornar muito habilidoso profissionalmente falando, o corretor só desenvolverá as habilidades e aprender no decorrer do caminhar profissional. Então as associações que são três hoje, uma em Sinop que é a Cianorte, que abrange mais de 35 municípios, Ciaps de Sorriso e região e a Colibris que é a estadual. Essas associações junto a nacional, agora nessa juntada nossa, estamos trazendo grandes palestrantes e treinadores como por exemplo o Rodrigo Barreto, falando sobre sistemáticas, formas inteligentes e eficientes para o cliente de captar imóveis, foi um grande sucesso, porque temos apenas 90 dias de caminhar e já estamos com mais de 700 colegas associados nas três associações”. Declarou Claudecir
E para quem quiser se associar qual é o caminho?
“O caminho é simples, um contato direto e os corretores pelo menos uma vez por mês, há quatros uma mensagem minha pelo Whatsapp. É só pedir e encaminhamos a ficha de inscrição imediatamente ele está ligado na regional, estadual, municipal e até mesmo na nacional”. Declarou Claudecir.
A associação tem ligação com o Creci?
“A única ligação é que hoje sou vice presidente do Creci, não é um projeto do Creci é próprio e até porque, a associação é típica, qualquer cidadão, qualquer pessoa pode formar uma associação. Então obviamente não é obrigatória a associação, ela é subjetiva e depende do corretor, se ela achar conveniente o caminho do associativismo e posterior o cooperativismo que já vem junto nessa linha de pensamento, será muito bem vindo e não é um projeto do Creci”. Declarou Claudecir.
O que muda entre um corretor associado e outro que não é ?
“Na prática é o acesso mais facilitado aos treinamentos, compra de equipamentos, softwares de criar sites, de melhorias de site que os associados fazem conjuntamente. Essa será a grande vantagem, obviamente ele terá mais descontos, tem a facilidade dos convênios, a ACI de Brasilia é conveniada a um plano de saúde muito eficiente e nós agora nos associando a eles, estenderemos para os corretores associados de Mato Grosso também. Então essas são as pequenas vantagens que na pratica são muito eficientes, visto que vem de encontro a necessidade diária do profissional, a questão da saúde e também de treinamentos para ele melhorar o atendimento ao cliente”. Declarou Claudecir
Como a pandemia afetou os corretores de imóveis?
“Tem um entendimento um pouco diferente hoje, temos que lembrar da internet, das redes sociais e da tecnologia de informação. Então o contato direto do corretor com o cliente vem diminuindo, hoje tem tecnologias que permite pegar uma sala e fazer medidas pelo simples passar do cursor do mouse, enxerga a planta em 3D, vê o tamanho porta do móvel, da largura do corredor e enfim. Ou seja o contato se tornou menor, durante a pandemia fazemos atendimentos virtuais e algumas visitas marcadas e personalidade. Nós estamos cuidado melhor dos nossos clientes do que o próprio poder publico, porque vimos que o poder publico permite que as pessoas se aglomere nos ônibus, permitem que os clientes se aglomerem em filas gigantescas de bancos. E esse foi um outro motivo para criar a associação, o Creci que não é representado por mim diretamente, se calou diante da pandemia e aceitou todas as ordens judiciais que tivemos, na tentativa de barrar nossas atividades. O Creci não quis escutar, moradia e quem administra, na grande maioria são os corretores, era permitido fazer mudanças, era permitido entrar dentro de condomínios, transportar mudanças e o cliente chegava para ser atendido e quem iria atender. Então chegamos até o prefeito, mandamos oficio ao governador, infelizmente não fomos bem interpretados, apesar que a fiscalização não foi tão firme conosco porque extraoficialmente não aglomeramos filas de pessoas e poderíamos trabalhar, ainda sim não foi decretado oficialmente que nós enquanto corretores e administradores de moradias poderíamos continuar trabalhando. Passamos bastante tempo por conta do juiz de Várzea Grande, como marginais e não podia estar trabalhando e recebendo uma mudança que chegou para habitar uma casa em um condomínio que você administra”. Finalizou Claudecir