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Entrevistas

04/05/2020 | 21:26 - Atualizada em 04/05/2020 | 21:36

"As mulheres que antes tinham descanso agora não aguentam mais e por isso as denúncias crescem “afirma a gestora publica Sirlei Theis

Caio Dias/TV Mais News

Nos últimos anos, casos de violência contra a mulher aumentou bastante no Brasil. E na pandemia do coronavirus, as pessoas foram obrigadas a ficarem em casa, por isso alguns homens infelizmente começaram a agredir mais suas esposas e filhas, então os casos cresceram rapidamente. A advogada e gestora publica Sirlei Theis, ela é criadora do projeto Supere-se que ajuda as mulheres que sofrem de violência doméstica.
Durante o período da pandemia, teve um aumento de 400%, o que pode estar acontecendo para ter esse aumento? 

“Essas mulheres já vivem de certa forma em um isolamento em dias normais, o único espaço e tempo livres que elas têm é quando eles, os agressores, vão trabalhar. Mas agora com os agressores ficando em casa, elas não conseguem suportar mais esses ataques que elas recebem e por isso o aumento dos casos” disse Sirlei Theis

Existem os casos considerados agressões leves, mas existe também aquelas mulheres que sofrem as agressões tão forte e pesada que acabam sendo assassinadas, pelas pessoas que elas chamavam de maridos. E um exemplo foi o último caso de feminicídio onde uma jovem foi assassinada, pelo ex marido. Sendo que ela tinha uma medida protetiva contra ele:

“A medida protetiva, sem o botão do pânico é apenas um papel que vai depender do nível de consciência do agressor se ele irá respeitar. Mas nesse caso houve uma falha também do porteiro do condomínio por deixa-lo entrar no condomínio, levando-a a ser assassinada” disse

E a famosa frase “Briga de marido e mulher, não se mete a colher”, isso tem que acabar na sociedade, porque sim as pessoas tem que meter a colher no relacionamento no caso das brigas de casal:

“Isso acontece diariamente, de acordo com as pesquisas a cada duas horas uma mulher é morta no Brasil, então é muito alto o índice, e as formas como são mortas, existem diversas formas. Isso é horripilante ficar sabendo. Mas alguns casos tomam a mídia que foi o caso de uma mulher no paraná, que foi agredida já na rua e então foi jogada do prédio em seguida.” Disse

O botão do pânico ainda não foi institucionalizado aqui no estado de Mato Grosso, onde um deputado estadual tentou, mas o Mauro Mendes vetou esse projeto. Mas ainda falta o novo projeto do governador para o botão do pânico:

“Foi uma perda muito grande para as mulheres, que vivem no ambiente de violência doméstica porque o botão do pânico ele da uma segurança, porque quando o agressor ele se aproxima a quantidade de metros da medida protetiva, o botão vai acionar e então ela tem tempo de chamar a polícia, para garantir uma medida de segurança para ela. Mas isso envolve um investimento do estado, pois é necessária uma equipe” disse 

Mas em meio a tanta violência, a Sirlei tem um projeto chamado “Supere-se”, que são formas de ajuda e apoio as mulheres que sofrem dessa violência. E até um grupo de apoio no whatsapp, onde elas formam um grupo de ajuda, que dão uma simples atenção, mas também tem um corpo jurídico pronto, para ajuda-las a denunciar o agressor e psicólogos prontos para também ajudar. 

O programa Mais Noticias acontece de segunda a sexta no canal 17.1 TV Mais News
 
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