Senadora republicana e co-proprietária do Atlanta Dream, Kelly Loeffler gerou polêmica e revoltou algumas estrelas da WNBA ao criticar o movimento Black Lives Matter (Vidas pretas importam). Segundo Loeffler, o movimento "é uma agenda política que mina o potencial do esporte e envia uma mensagem de exclusão".
A dona do Dream, time que na NBA tem três títulos de Conferência, fez pressão para que a comissária Cathy Engelbert ordene a colocação de uma bandeira americana em todos os uniformes da WNBA, em vez das mensagens como "Black Lives Matter" e "Say Her Name" que foram aprovadas para o início da temporada.
- A verdade é que precisamos de menos, e não de mais política no esporte. Numa época em que a polarização é tão divisória como sempre, o esporte tem o poder de ser um antídoto unificador. E agora, mais do que nunca, devemos nos unir em nosso objetivo de remover a política do esporte - disse Kelly Loeffler ao The Atlanta Journal Constitution.
A declaração da republicana, que é alinhada politicamente ao presidente Donald Trump, gerou muita revolta entre algumas das principais jogadoras da liga. Entre elas, Sue Bird, 11 vezes selecionada para o Jogo das Estrelas.
Alysha Clarke, ala do Seattle Storm, compartilhou um editorial do site Yahoo Sports que questionava: "Como Kelly Loeffler ainda é co-proprietária na WNBA com essa "vibe Donald Sterling?". Sterling é ex-dono do Los Angeles Clippers, suspenso em 2014 pelo resto da vida por racismo na NBA.
Em seguida, Sue Bird apoiou a companheira de time: "Me fazendo a mesma pergunta".
A armadora do Phoenix Mercury Skylar Diggins-Smith foi ainda mais incisiva: "Kelly Loeffler tem que SAIR! Ponto!".
Assim como a armadora do Washington Mystics, Natasha Cloud: "Temos que mandar o !@#$% dela pra fora da nossa liga".
Fonte - Globoesporte