"Abrir hospital sem medicamento e sem profissionais não adianta". Essa fala é do governador Mauro Mendes (DEM), que refutou de todas as formas a hipótese de abrir um hospital de campanha para atender mais pacientes que estejam infectados com a Covid-19.
Segundo o governador, em entrevista exclusiva ao Olhar Direto, a maior dificuldade do estado é conseguir remédios e profissionais gabaritados para trabalhar em Unidades de Terapia Intensiva (UTI).
"O nosso maior maior problema hoje é medicamento e profissinal. Abrir hospital e não ter medicamento não adianta. Enfermaria está sobrando. Olha a nossa taxa de ocupação de enfermaria, é de 50%. Pra que eu vou abrir um hospital com mais leito de enfermaria?", questiona o governador.
Segundo Mauro Mendes, hospital de campanha é para socorrer pacientes que estejam necessitando de internação ou leito semi-uti. O necessário agora no estado são leitos de UTIs, para pacientes considerados em estados grave.
"Para abrir leitos de UTI eu preciso de um médico e enfermeiro de UTI, capacitados para a área. Além disso, precisa-se de medicamentos de UTI, que está em falta no pais inteiro. O que temos mais dificuldade hoje é na contratação de médicos intensivistas. Além de medicamentos sedativos", comentou.
Segundo o governador, se a busca fosse fácil, ele já tinha entregue mais 30 UTIs no Hospital Metropolitano, em Várzea Grande, mas essa entrega será para a próxima semana, tendo em vista que o estado ainda aguarda a chegada de medicamentos comprados para que fiquem disponíveis nesse setor do hospital.
Fonte - Olhar Direto