Serviços de meteorologia prevêem uma semana de "explosão" de calor no país. Em Cuiabá, a temperatura chega a 44 graus na quinta e sexta, 1 e 2 de outubro, de acordo com o Instituo Nacional de Meteorologia (Inmet). Na sexta, a mínima é de 26 graus. Não há previsão de chuva.
Na análise do ClimaTempo, consta que a Umidade Relativa do Ar ficará em torno de 9 a 11%, muito abaixo do preconizado pela Organização Mundial de Saúde como saudável. A recomendação é usar umidificador, toalha molhada ou baldes de água nos ambientes. Ingestão de 2 litros de água por dia.
Boa parte de Mato Grosso está marcada no aviso meteorológico do Insituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) de onda de calor e baixa umidade. O aviso vale de 25 de setembro a 4 de outubro.
O Inmet prevê máxima de 41 graus para hoje (28) na Capital e mínima de 28. Antevê chuva à tarde e noite, mas provavelmente sem precipitação. Isso ocorre quando chove mas a água evapora antes de tocar o solo. Para 1 e 2 de outubro, de acordo com o Inmet os termômetros vão marcar 44 graus.
No país
Segundo a MetSul, que é uma empresa de meteorologia, a onda de calor derrubará recordes históricos de temperatura essa semana e há risco de intensificação nas queimadas que atingem florestas e matas.
“Há possibilidade que sejam quebrados recordes absolutos de temperatura máxima em algumas cidades e que as marcas figurem entre as mais altas já registradas em décadas em algumas regiões. O episódio de calor pela sua dimensão e intensidade recordará eventos extremos de temperatura alta e ar seco que costumam atingir a Califórnia e Austrália”, diz a empresa.
"Uma grande massa de ar seco e quente cobre o Brasil Central por várias semanas com máximas extremamente elevadas e que chegaram a trazer a maior máxima em Cuiabá desde o início das medições em 1911 com quase 43ºC. Trata-se de uma gigante bolha de ar quente, uma cúpula de calor ou “heat dome” em Inglês, em que uma área de alta pressão em altitude gera movimentos de subsidência (descendente) na atmosfera com calor extremo e tempo muito seco. A forte estiagem com baixa disponibilidade de umidade no solo acaba agravando a situação e cria-se um mecanismo de feedback em que o tempo seco agrava o calor e o calor agrava o tempo seco, gerando ainda maior evapotranspiração."
Fonte: RDNEWS