O secretário de Ordem Pública de Cuiabá, Leovaldo Sales criticou, nesta segunda-feira (8), os recorrentes casos de aglomeração em estabelecimentos comerciais da Capital, em desrespeito às normas de biosegurança contra o novo coronavírus.
Neste final de semana, a Pasta interditou pela quarta vez a boate Nuun Garden por irregularidades em seu funcionamento.
O estabelecimento recebeu uma multa no valor de R$ 632,90 e deverá permaner interditado durante 10 dias.
“Ainda temos uma parcela [de empresários] que resiste, parece que o lucro, a vontade de ganhar dinheiro fala mais alto. A gente até entende que há necessidade. Teve um período que muita gente passou com um pequeno faturamento, mas ainda estamos em um ambiente de pandemia. A vida é a prioridade número um”, afirmou o secretário em entrevista a Rádio CBN.
Ainda temos uma parcela [de empresários] que resiste, parece que o lucro, a vontade de ganhar dinheiro fala mais alto
Sales também repreendeu parte da população que tem desrespeitado as medidas de combate ao vírus.
“Por outro lado nós temos também as pessoas que insistem em correr risco. Sabem que estamos diante de uma situação perigosa de contágio, mas elas preferem o prazer do que a preservação da saúde”, afirmou.
O secretário declarou que esse desrespeito tem dado “bastante trabalho” e, por conta disso, os fiscais passaram a adotar uma postura diferente: aplicar mais multas.
“Nós estabelecemos uma estratégia lá no começo da nossa fiscalização que era a de atuar de forma preventiva. Todos nós, independente de ser proprietário de estabelecimento ou não, fomos penalizados muito com essa pandemia”, afirmou.
“Mas, estamos vendo que a orientação já não é mais remédio para solução e, por isso, temos feito mais autuações, lavrados mais auto de infração do que propriamente orientado os estabelecimentos. Ninguém foi multado pela primeira vez sem que houvesse uma reincidência”, acrescentou.
Praça popular
Na entrevista, Sales também comentou sobre as frequentes denúncias de aglomeração na Praça Popular.
Segundo ele, o cenário da Praça Popular é diferente de outros locais porque as pessoas se aglomeram na rua e não nos estabelecimentos.
“Eu não tenho como impedir o ajuntamento de pessoas em uma via pública. Não dá para fazermos nada fora da lei se não eu vou ser comprometido. Quando a equipe entra nos estabelecimentos, nos restaurantes, todos estão cumprindo as normas”, afirmou.
Carnaval
O prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) baixou decreto proibindo a realização eventos de Carnaval na Capital.
O secretário adiantou que o Município prepara uma operação conjunta para evitar aglomerações e voltou a fazer um apelo a população.
“Eu sempre apelo para a consciência das pessoas. Não dá para ficar esperando o Poder Público Municipal, Estadual, Federal tutelar as ações. Todos sabem os riscos. Mas estão preferindo correr o risco do que preservar a própria saúde e, dessa forma, não tem policia nesse País que faz essas pessoas ficarem dentro de casa”, pontuou.
FONTE: MIDIANEWS