Mato Grosso é o 3° estado brasileiro com o menor percentual de pessoas trabalhando remotamente, 3,8% apenas, ficando atrás apenas dos estados do Amazonas (3,5%) e Pará (3,1%), como aponta uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgada pelo Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea).
O estado ainda tem baixa a adesão ao home office, uma estratégia que foi muito adotada no começo da pandemia e que diminuiu a medida que foram flexibilizadas as medidas de contenção da Covid-19.
Especialistas acreditam que essa modalidade ainda tem espaço para crescer e que muitas empresas vão optar por sistemas híbridos, parte dos trabalhadores à distância, e parte presencial.
A sala da casa do gerente comercial do ramo do agronegócio Josemar Oliveira divide espaço com o escritório. O ar-condicionado que era ligado somente aos finais de semana agora funciona o tempo todo. E a internet teve que ser melhorada e a conexão mais rápida e estável.
“A gente ganha mais tempo, não tem o tempo de trânsito, deslocamento e você tira todo esse estresse. Em casa, pode até ser um ambiente mais confortável do que o do trabalho e você tem mais tempo para a família”, afirma.
Trabalhar em casa tem suas vantagens e desafios já que é preciso manter a produtividade dos colaboradores.
“Isso é um grande desafio, mas a gente marca reuniões frequentes, tem conseguido dar um retorno sobre o trabalho diariamente para os colaboradores e mantê-los motivados”, afirma.
Em uma indústria do ramo da construção civil foram mantidas as atividades presenciais o tempo todo. O diretor comercial da indústria Adilson Valera Ruiz diz que a empresa até aumentou o número de colaboradores devido à procura pelo serviço.
“Nossa empresa foi enquadrada como serviços essenciais. Nós atuamos exclusivamente na construção civil e obras de infraestrutura. O mercado está muito aquecido e por isso, aumentamos de agosto do ano passado para cá, em torno de 25 funcionários a mais”, afirma.
O analista de mercado Alex Setuguti acredita que é precisa se adaptar porque este é o futuro.
“Eu vejo o home office hoje como uma realidade e nós sabemos que o trabalho remoto além de melhorar a qualidade de vida porque eles podem estar perto da família, para as empresas é uma redução de custo de água, de energia, de aluguel e podendo ter estruturas mais enxutas e terem um melhor rendimento”, afirma.
Para o Josemar, o futuro pós pandemia será o trabalho híbrido no qual as pessoas poderão trabalhar de casa de três a quatro dias e um a dois dias no escritório.
FONTE: G1