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Foto: Reprodução
O prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) afirmou que irá recorrer da decisão da juíza Gleide Bispo Santos, da 1ª Vara Especializada da Infância e Juventude da Capital, que determinou retorno das atividades educacionais presenciais (híbridas) na rede pública municipal de ensino de Cuiabá. Pinheiro se disse inconformado com a decisão, já que segundo seu planejamento, as aulas deveriam voltar dia 4 de outubro, quando todos os profissionais da educação já terão tomado as duas doses da vacina contra a Covid-19, inclusive respeitando a margem de segurança dos 15 dias após a segunda dose.
Emanuel está em Brasília, mas disse ao Olhar Direto que já orientou a Promotoria Geral do Município para que recorra da decisão. “Respeito o entendimento da juíza, mas não concordo. Nesse enfrentamento da pandemia temos um Comitê que desde o início preza pelos cuidados, e tratamos a educação com todo o cuidado, todo o zelo, de forma criteriosa, presando pela vida dos alunos e dos profissionais de educação”, argumentou.
O prefeito lembrou que desde o início da pandemia a Prefeitura se preocupou com os alunos, ofertou kits e alimentação também às famílias, e que todo o preparo para a volta às aulas foi amplamente discutido, com planejamento pela equipe técnica e pedagógica. “Retornamos com as aulas da rede privada de forma híbrida, depois veio a decisão de imunizar todos os profissionais da educação, para voltar às aulas com segurança”, lembrou.
Atualmente há 54 mil alunos e mais de 160 unidades de ensino na capital. De acordo com o prefeito, até dia 1º de outubro todos os profissionais já terão sido vacinados com a segunda dose há pelo menos quinze dias, por isso a decisão de retorno no dia 4 com aulas híbridas.
“E agora por causa de um mês a gente pode colocar em risco todo um planejamento? Não quero que aconteça como em Sorriso, onde voltaram as aulas e 13 profissionais testaram positivo. Isso também já aconteceu em Várzea Grande, em escolas estaduais em Cuiabá, e eu optei pelo caminho da segurança”, afirmou.
Novo decreto
Na última quarta-feira (31), o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) emitiu um decreto autorizando o funcionamento de boates, casas de shows e eventos, com lotação máxima de até 50% da capacidade. Apesar das críticas quanto à incongruência de ‘liberar as boates, mas não as escolas’, o prefeito argumenta que a comparação não é válida.
“Estamos há um ano e meio com essas casas de shows proibidas de funcionar, o que gera um problema econômico muito grande. Apesar disso, eu sempre prezei pela segurança, liberei alguns estabelecimentos com 80% da capacidade, mas estas casas mantive em 50%. Além disso, esses eventos são feitos de forma sazonal, duas ou três vezes por semana, e vai quem quer. A capacidade de mil lugares, por exemplo, só vai poder ir 500 pessoas e é um ou dois dias por semana que vai ter show e olhe lá. As escolas não, primeiro todos são obrigados a ir, segundo, é todos os dias, de segunda a sexta-feira, e todos ficam juntos numa mesma unidade de ensino”, argumentou o prefeito.
Segundo Emanuel, diante desta constância no contato e na obrigatoriedade de comparecer – principalmente dos profissionais – o ambiente escolar se torna mais perigoso para o contário pelo novo coronavírus (Covid-19), e por isso a necessidade da imunização completa.
“São dois pesos e duas medidas, e mesmo assim todos [nas casas de shows]continuarão sendo monitorados. Se houver descumprimento das medidas de biossegurança eu tenho poder de editar novos decretos mesmo antes do vencimento para garantir a segurança da sociedade”, completou Emanuel.
Fonte: OLHARDIRETO