A disputa pela presidência da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), que geralmente apresenta consenso, segue movimentada. A eleição acontece no início de fevereiro, mas as tratativas já começaram. Um dos nomes lançados para ser presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Júlio Campos (União) afirmou que deve buscar o cargo apenas para o próximo biênio.
Botelho havia consultado o Supremo Tribunal Federal (STF) para saber se poderia pleitear o cargo pela 4º vez. A princípio, com a negativa, o deputado comunicou que não iria disputar. Com isso, vários nomes surgiram para substituir o parlamentar no pleito, o principal sendo o de Júlio Campos. Mas, uma “brecha” na modulação de um julgamento do STF, que trata das ações diretas de inconstitucionalidade (ADI) da reeleição nas mesas diretoras de assembleias legislativas do país, pode garantir sua participação na disputa.
De acordo com a decisão, concedida no Paraná, os ministros do STF entenderam que a proibição de reeleição se inicia a partir de janeiro de 2021 e que todas eleições anteriores não serão contabilizadas.
Como Botelho foi reeleito presidente em junho de 2020, antes da data estabelecida na nova decisão, poderia disputar a reeleição para o biênio 2023/2025. Por causa disso Júlio está fora, pelo menos por enquanto.
Eleito para a próxima legislatura, Júlio afirmou que foi o deputado estadual Dr João (MDB) quem sugeriu seu nome em uma reunião realizada na casa da deputada Janaina Riva (MDB).
“O primeiro nome a ser viabilizado naquela noite foi da Janaina, é natural, deputada mais votada, é atual membro da mesa diretora, tem essa pretensão há muitos anos, ela recusou na hora o convite alegando que tinha muita dificuldade com o Governo, dificilmente o Governo iria aceitar, aí se considerou a hipótese de Wilson Santos, que é vice-presidente, ser o candidato, Wilson também descartou e surgiu meu nome naquele momento”, explicou.
A partir daí se iniciaram os diálogos e tratativas para viabilizar a candidatura de Júlio. Dois dos parlamentares que apoiam Botelho haviam negado apoio a Campos, pois tinham compromisso com Max Russi (PSB) caso Botelho estivesse fora da disputa, no entanto, era considerado o apoio de outros deputados que estavam “flutuando”. Júlio afirmou que não era sua pretensão ser presidente.
“A única vantagem [...] seria que eu com apenas 12 votos seria eleito, porque a minha idade me credencia a isso. Mas houve um fato novo que esfriou uma possível candidatura minha, [...] o Supremo Tribunal Federal fez uma mediação que permite o deputado Botelho voltar a ser candidato à presidência”.
Júlio disse que, caso Botelho acabe sendo impedido de se candidatar, uma nova reunião deve ocorrer para a definição de um nome. Campos disse que sua pretensão é para o biênio seguinte a este.
Composição da Mesa
A Mesa Diretora é composta de sete cadeiras. A mais importante é a de presidente, que determina as datas de votações, tira e coloca em pauta projetos e representa a Casa de Leis. A segunda mais importante é o primeiro secretário, que comanda o orçamento da Assembleia, na casa superior de R$ 650 milhões. Há ainda as cadeiras de vice-presidente, segundo-vice-presidente, segundo secretário, terceiro secretário, e quarto secretário