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Notícias / Política

28/12/2022 | 08:05 - Atualizada em 28/12/2022 | 13:50

Câmara de Vereadores adia votação do IPTU e taxa do lixo

Os dois projetos são de iniciativa da Prefeitura de Cuiabá

Redação TV Mais News

Câmara de Vereadores adia votação do IPTU e taxa do lixo

Foto: Reprodução

Após muito debate e quebra pau nos bastidores, os vereadores de Cuiabá adiaram a sessão em que votariam o aumento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e a criação da chamada “taxa do lixo” na capital.

Os dois projetos são de iniciativa da Prefeitura de Cuiabá. Para o IPTU, o prefeito Emanuel Pinheiro alega que a planta genérica de imóveis está defasada e precisa atualizá-la

Após passar quase duas horas suspensa, a sessão extraordinária iniciada por volta das 14h40 da tarde de terça-feira (27), na Câmara de Vereadores de Cuiabá, foi encerrada pelo presidente em exercício, o vereador Lilo Pinheiro (PDT) por falta de quórum mínimo sem que nenhum projeto fosse apreciado pelos vereadores de Cuiabá. O fato causou indignação dos vereadores que estavam presentes no Plenário de Deliberação desde as 14h30, sendo a maioria composta por vereadores da oposição do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB).
 
De acordo com Lilo, nesta quarta (28) serão realizadas três sessões. No período matutino, prevista para iniciar às 9h, os parlamentares devem “limpar a pauta”, votando os projetos ainda pendentes, como a chamada taxa do lixo e a atualização da planta genérica dos imóveis da Capital, que deve culminar em um aumento no valor do Imposto Territorial Predial Urbano (IPTU)

Isso, porque no período da tarde outras duas sessões estão marcadas, para às 14h e às 16h, que têm como objetivo apreciar a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2023.
 
Acontece que os vereadores estavam na expectativa de discutir as mensagens do Executivo nesta tarde, porém, até s 14h, a pauta da sessão não havia sido disponibilizada para os parlamentares e muito menos no site da Câmara, fazendo com que os vereadores se preparassem para a sessão “no escuro”, sem saber o que iriam votar. A surpresa continuou quando foi disponibilizada a pauta e os projetos a serem tratados falavam, em sua maioria, de aumento de verbas indenizatórias para os vereadores, aumento no número de funcionários nos gabinetes e até mesmo o salário de funcionários.
 
Para Michelly Alencar (União), isso é um absurdo com a população, pois projetos que vão impactar a sociedade estão sendo deixados de lado para dar entrada em pautas surpresas.

O que é dito nos corredores da Câmara é que a base do prefeito está assustada por não conseguir votos suficientes para aprovar projetos polêmicos que podem pesar no bolso da população. Portanto, toda essa manobra de faltar na sessão de hoje seria uma forma de aprovar os projetos no gargalo, nos últimos minutos do segundo tempo.
 
Estiveram presentes na sessão os vereadores Lilo Pinheiro, Wilson Kero Kero, Maysa Leão, Michelly Alencar, Eduardo Magalhães, Sargento Joelson, Diego Guimarães, Dilemário Alencar, Demilson Nogueira, Kássio Coelho e Edna Sampaio. O líder do prefeito, Adevair Cabral, não participou.
 
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