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18/05/2023 | 08:39

Justiça rejeita pedido de Paccola para tentar voltar à Câmara de Cuiabá

Paccola foi cassado por quebra de decoro parlamentar pelo envolvimento na morte do agente penitenciário Alexandre Miyagawa

TV Mais News

Justiça rejeita pedido de Paccola para tentar voltar à Câmara de Cuiabá

Foto: Reprodução

A Justiça negou mandado de segurança pleiteado pelo vereador cassado Marcos Paccola, que buscava anular o processo que levou à cassação do seu mandato na Câmara de Cuiabá. A decisão foi assinada pelo juiz Flávio Miraglia Fernandes, da 1ª Vara da Fazenda Pública em Cuiabá proferida nesta terça-feira (16).

Paccola foi cassado em outubro de 2022 por quebra de decoro parlamentar, devido ao seu envolvimento na morte do agente penitenciário Alexandre Miyagawa.

A defesa de Paccola, feita pelo advogado Rodrigo Cyrineu, alega que a vereadora Edna Sampaio (PT), cujo voto foi determinante na cassação, não poderia ter votado, pois ela é autora da denúncia. Além disso, alega que a Câmara desrespeitou os prazos para efetuar a cassação, gastando mais do que 90 dias.

A defesa também sustentou que a cassação ocorreu por maioria simples, metade dos votos mais um, quando deveria ter sido por maioria absoluta, dois terços dos votos. Citou ainda uma decisão favorável ao ex-vereador, hoje deputado federal Abílio Júnior (PL), que teve seu mandato cassado em 2020 e conseguiu reverter.

Porém, ao analisar o caso, o juiz Flávio Miraglia apontou que o regimento interno da Câmara de Cuiabá prevê dois ritos distintos. Segundo o magistrado, o processo que resultou na cassação de Paccola seguiu o rito estabelecido pela Comissão de Ética e Decoro Parlamentar.

Miraglia também afastou os argumentos sobre suposta semelhança entre o caso de Paccola e o de Abílio. Ele afirmou que as questões tratadas no processo de Abílio são diferentes do caso de Paccola, não sendo possível a adoção de jurisprudência.

“Ante o exposto, ratifico decisão que indeferiu liminarmente a concessão da segurança com fundamento no art. 487, I, do CPC, e, por consequência de causa e feito, denego a segurança no presente mandamus. Sem custas e honorários advocatícios (Súmulas 512 do STF e 105 do STJ) e art. 10, XXII, da Constituição do Estado de Mato Grosso”, concluiu.

RELEMBRE O CRIME

Alexandre foi morto no começo da noite de uma sexta-feira, 1º julho, no cruzamento da Rua Presidente Arthur Bernardes com a Avenida Senador Filinto Müller, próximo ao restaurante Choppão. Na ocasião, a namorada de Alexandre estava embriagada e dirigia um carro que invadiu a contramão, provocando um acidente próximo a uma distribuidora de bebidas.

Após o acidente, populares que estavam na distribuidora foram verificar o que estava acontecendo e se depararam com a namorada de Alexandre extremamente alterada, discutindo com populares. Ainda segundo testemunhas, ela incitava que Alexandre sacasse a arma para ameaçar as pessoas ali presente.

Em determinado momento, Paccola teria sido avisado de que havia um homem armado no local. O vereador, que estava indo para uma entrevista no momento, desceu do carro e ficou alguns minutos observando a confusão. Pouco tempo depois, a namorada de Alexandre se vira para sair do local e é acompanhada pela vítima, que empunhava a arma.

O vereador sustenta que teria falado para Alexandre largar a arma e, neste momento, desconfiou que ele fez menção de virar e disparou três tiros nas costas da vítima. O crime foi filmado por câmeras de segurança.
 
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