Durante entrevista ao Mais Mato Grosso na manhã desta quinta-feira (08), o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro falou sobre a parceria entre a prefeitura da capital e o Shopping Popular, transporte público, e fez duras críticas a intervenção do Estado na saúde da Capital.
“Eu estava vendo essa reportagem do São Benedito. Eu não aguento. Quanta balela que falaram para vocês. Essa intervenção! Tudo por Cuiabá mesma. Vamos respeitar! Essa fila zero. Que fila zero? Essas filas são deles. Essas cirurgias são de obrigação do Estado. Eles estão agora usando a estrutura do município, que nós construímos no HMC (Hospital Municipal de Cuiabá) e a estrutura do São Bendito que ampliamos. Mas não importa. Está tudo bem. O que importa é a população. Eu só quero que a verdade seja dita, para combater a mentira”, disse Emanuel indignado com a matéria que acompanhou momentos antes.
“Vamos respeitar. Se mentira pagasse imposto, o Governo estaria altamente tributado. Mas é isso aí, vamos pensar na população cuiabana, que é isso que importa. Eu quero é o melhor para o povo”, completou.
Já sobre o Superior Tribunal de Justiça (STJ) julgar o recurso da prefeitura contra a intervenção na saúde de Cuiabá, o gestor disse estar confiante. “A expectativa é a melhor possível. Primeiramente fé em Deus. Respeitamos decisões judiciais, mas estamos recorrendo em nome da população cuiabana”.
“Estão desmontando a saúde pública da capital. Cada dia que passa está piorando. As políticas públicas estão sofrendo um desmonte [...] O SUS (Sistema Único de Saúde) só existe se for tripartite, União, estado e município, cada um fazendo a sua parte. Então é a nossa união que vai apresentar um Sus com mais qualidade e mais humanizada. Qualquer coisa diferente disso é balela, é mentira. O estado sozinho não aguenta. O município sozinho não aguenta, e a união sozinho não aguenta. O estado não dá conta da saúde pública estadual, os hospitais regionais falidos. Não existe política pública para a saúde no interior do estado, por isso que Cuiabá carrega a saúde do estado nas costas”, criticou Emanuel, lembrando que há quatro anos o governo assumiu a Santa Casa, e que teria “quebrado” a instituição.