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Notícias / Política

15/03/2023 | 09:42

Julgamento de recurso que pode afastar Emanuel da Prefeitura será nesta quarta

O processo no STJ segue em segredo de Justiça, na relatoria do ministro Humberto Martins

Redação TV Mais News

Julgamento de recurso que pode afastar Emanuel da Prefeitura será nesta quarta

Foto: Reprodução

O afastamento do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro do cargo, desdobramento da Operação Capistrum, está em pauta do Superior Tribunal de Justiça (STJ) para a sessão de quarta-feira (15), às 14h. 

O processo no STJ segue em segredo de Justiça, na relatoria do ministro Humberto Martins. A Corte Especial irá apreciar o recurso do Ministério Público Estadual que busca o afastamento do gestor de Cuiabá. 

O recurso está em análise no STJ desde novembro de 2021, quando o gestor– afastado do cargo à época – conseguiu liminar para retornar ao cargo. Desde então, manobras judiciais e o trâmite da ação vem atrasando a análise do processo. Esse recurso refere-se a acusação de improbidade administrativa (âmbito cível) que afastou Emanuel por mais de um mês da gestão.

O julgamento foi suspenso ano passado porque havia uma oferta de acordo de não persecução cível feita pelo Ministério Público ao prefeito. 

Capistrum

 A Operação Capistrum foi deflagrada em 2021 pelo do Ministério Público Estadual (MPMT) e Polícia Civil. À época, foram cumpridos mandados de afastamento do cargo a Emanuel, que ficou 38 dias afastado, do seu chefe de gabinete, Antônio Monreal Neto, e da secretária-adjunta de Governo e Assuntos Estratégicos, Ivone de Souza. Monreal Neto chegou a ser preso por descumprir as medidas.

A primeira-dama Márcia Pinheiro e o ex-coordenador de Gestão de Pessoas da Secretaria de Saúde, Ricardo Aparecido Ribeiro, também foram alvos. Ao todo, o sequestro de bens foi no montante de R$ 16 milhões. 

Segundo as investigações, Emanuel teria realizado mais de 3.500 contratações temporárias na Secretaria de Saúde, a maioria ilegais, com pagamentos de "prêmio saúde" de até R$ 5,7 mil, para acomodar e atender compromissos de aliados políticos, principalmente vereadores. O gestor retornou para o cargo após 38 dias em decisão singular do ministro relator. No entanto, o MP recorreu e, durante a tramitação do recurso houve a oferta de acordo de não persecução cível. Agora, a Corte Especial avaliará o caso.
 
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