Em entrevista nesta quinta-feira (23), ao Jornal da Cultura, Edna Sampaio, novamente vereadora conforme decisão judicial, disse que a Câmara de Vereadores cometeu uma atrocidade e que está satisfeita com a decisão da Justiça que derrubou a sua cassação.
“Recebi com muita tranquilidade porque em nenhum momento duvidei que a justiça seria feita. Falei isso por diversas vezes, que esperava por essa decisão [...] Acho que a Câmara cometeu uma atrocidade comigo. E isso é algo que não poderia perdurar. Estou muito satisfeita com a decisão do juiz que terminantemente acolheu a nossa apelação”, disse Edna Sampaio.
Questionada se no seu retorno à Câmara vai dar o mesmo modus operandi que deu em relação à verba indenizatória (VI), motivo da sua cassação por 20 votos na Casa de Leis, Edna Sampaio disse que vai adotar o mesmo procedimento que os vereadores, ou seja, de não prestar contas.
“A minha decisão política é fazer o que todos os vereadores fazem. Eu prestei contas do meu mandato, prestei contas da execução financeira e fui cassada por isso. A minha posição vai ser fazer exatamente o que todos os vereadores fazem, não dar satisfação de como eu estou fazendo a gestão desse recurso, porque a menos que se aprove ali na Câmara uma resolução para que todos os vereadores sejam obrigados a prestar contas”, afirmou.
“Eu acho uma falta de respeito tremenda terem feito isso comigo, me exposto dessa maneira, ter feito uma verdadeira cassação às bruxas contra mim, sem que tivesse sequer me dado a oportunidade de me defender para falar de uma coisa absurda que eu nunca vou aceitar tamanha falta de respeito. Eu estou sendo ridicularizada desde o começo do ano por conta de R$ 20 mil reais, como se eu fosse uma trombadinha que precisasse ser perseguida por uma conduta considerada legal”, declarou Edna Sampaio.
Cassação
Edna Sampaio foi cassada por 20 votos a zero pelo plenário da Câmara, em 11 de outubro, por um suposto esquema de rachadinha em que uma ex-chefe de gabinete acusou a então vereadora e seu marido, William Sampaio, de a obrigarem a devolver a verba indenizatória, de R$ 5 mil reais mensais, para uma conta administrada por Edna.